Quando retornei do Curso de Polícia Comunitária em São Paulo, apresentei para o Comandante da unidade, Maj PM Xavier Filho, algumas idéias que tive durante o curso para pôr em prática no município de Simões Filho.
Para minha surpresa, e aflição, o Major abraçou a causa e mostrou-se bastante empolgado com a possibilidade de implantar a Polícia Comunitária em nossa área.
Com sua forma muito peculiar, ele transformou minhas pequenas idéias em um macro projeto de segurança integrada para o município.
Primeiramente, delegou-me a responsabilidade de formar os 60 Alunos Soldados aos moldes da Polícia Comunitária. Mas como formar estes profissionais para trabalhar em uma empreitada que só existia no mundo das idéias?
Fui bastante franco com os alunos sobre meu ingresso no contexto de Polícia Comunitária, meu ponto de vista e sobre os desafios que deveriamos enfrentar, porque teríamos que contruir, juntos, a primeira Base Comunitária de Segurança do município.
Na verdade, eu vendi aos alunos um produto que só existia no mundo das idéias.
Ao longo das aulas, fui mostrando alguns exemplos de projetos comunitários que deram certo e, aos poucos, fui conquistando a credibilidade dos alunos, que passaram a se enxergar trabalhando em uma Base Comunitária.
Por outro lado, o fato de não haver nada concreto, nos fez pensar juntos em cada detalhe e em todos os problemas que poderíamos enfrentar. Deta forma, não estava sonhando sozinho, havia mais 60 cabeças sonhando juntas.
A partir dos debates e discussões, surgiu a idéia de lançar o Projeto 22 em Companhia da Cidadania, em que os próprios Alunos Soldados desenvolveram cada passo do projeto.
Foi neste momento que percebi o compromisso que eu havia firmado com os 60 alunos. Todos estavam acreditando na implantação de uma Base Comunitária.

Nenhum comentário:
Postar um comentário